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Chuvas fortalecem tendência de alta do etanol

Abastecer com etanol hidratado, que é usado diretamente no tanque dos veículos, ficou ainda mais caro aos motoristas brasileiros na última semana. A alta foi registrada em postos de 21 Estados, e somente em São Paulo, maior centro consumidor do país, a valorização acumulada desde o início de outubro chegou a 14,5%. Mais reajustes ao motorista são esperados para os próximos dias, uma vez que nas usinas produtoras os preços seguem em curso ascendente.
 
Os preços do etanol já vinham registrando algum aumento no mês de setembro, mas foi em outubro, com o reajuste da gasolina nas refinarias feito pela Petrobras, que a valorização se acentuou. Pesou nessa equação a aquecida demanda pelo produto no mercado interno e uma percepção de que a oferta não seria suficiente para atender aos níveis atuais da demanda, na casa de 1,5 bilhão de litros por mês.
 
Assim, desde o início de outubro o preço médio do etanol nos postos do Estado de São Paulo acumulou valorização de 14,5%. Na última semana, a alta nesse Estado foi de 0,57% e a paridade com o preço da gasolina foi a quase 69%. Para ser considerado vantajoso ao consumidor, o etanol tem que valer menos de 70% do preço do concorrente fóssil.
 
Nos Estados onde essa relação costuma ser vantajosa, as maiores valorizações nos postos da última semana foram observadas em Mato Grosso (1,93%) e em Goiás (1,91%). Em Minas Gerais, o aumento médio foi de 0,33%. Nas usinas em São Paulo, o preço do etanol segue em ascensão. Desde o início de outubro, a valorização acumulada atingiu 23,8%, para R$ 1,61 o litro até o dia 30 de outubro, conforme a referência do indicador Cepea/Esalq ¬ e ontem os preços subiram novamente com força, pressionados pela redução da oferta do produto nas usinas que não conseguiram colher cana-de-açúcar diante das chuvas intermitentes ocorridas nos últimos quatro dias.
 
Conforme traders, o etanol hidratado foi vendido ontem pelas usinas às distribuidoras com valorização de 1,9%, a patamares de R$ 1,67 o litro. "Em torno de 90% das usinas da região estão paralisadas por causa da impossibilidade de colher cana com essa umidade. Para os próximos dias, a tendência é de continuidade de chuvas", afirmou um trader. 
 
Fonte: Valor Econômico via Revista Canavieiros