Apla-Deputados lançam “Frente do Etanol”, na capital
Logotipo Apla Sugarcane
EN ES PT

Deputados lançam “Frente do Etanol”, na capital

O setor sucroenergético ganhou mais um reforço na luta contra a crise que vem enfrentando nos últimos quatro anos.
Foi instituída nesta quinta-feira (3), na Assembleia Legislativa de São Paulo, a Frente Parlamentar em Defesa do Setor Sucroenergético, que visa chamar a atenção do Governo Federal, e de toda a sociedade, para os problemas que afetam toda a cadeia produtiva do setor.
"É uma reivindicação para que o governo abra as portas para o diálogo. Quem não fala não é ouvido", diz o deputado estadual Welson Gasparini (PSDB), um dos coordenadores da frente.


Políticas públicas

Com cerca de 40 usinas fechadas nos últimos anos, sendo quatro delas na região de Ribeirão, e mais 12 que deverão encerrar suas atividades por conta de má remuneração, produtores e indústrias lutam para que políticas públicas sejam criadas para o setor.
"O ponto chave é a competição com a gasolina. O etanol tem de custar até 70% do valor da gasolina para se manter competitivo no mercado, o que trava a remuneração de toda a cadeia, pois a venda muitas vezes é feita perto ou até abaixo dos custos de produção", diz o representante da União da Indústria de Cana de Açúcar (Unica) na região, Sérgio Prado, que participou da reunião.


Produção precisa ser incentivada, diz empresário

Representantes de toda a cadeia produtiva do setor sucroenergético e políticos estiveram nesta quinta, no lançamento da frente, em São Paulo.
"É preciso desenvolver um programa de incentivo a produção", diz o empresário Maurílio Biagi Filho, presidente do grupo Maubisa.
"O setor passa por uma situação caótica e precisamos de políticas a curto, médio e longo prazo", diz Manoel Ortolan presidente da Orplana.
Já representando os prefeitos da região, Zezinho Gimenez (PSDB), chefe do Executivo de Sertãozinho falou sobre o reflexo dessa crise para os municípios. "Principalmente em cidades como Sertãozinho, que dependem muito do setor, a arrecadação de impostos e a geração de empregos cai de forma significativa."


 

Fonte: Jornal A Cidade via Udop