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Especialista indica que cana pode ser utilizada na fabricação de remédios

Em sua quarta reunião do ano, o Grupo Fitotécnico contou com a participação de cerca de 200 pessoas no Centro de Cana IAC, em Ribeirão Preto, interior de São Paulo. Entre os temas debatidos estiveram “Maturador químico para cana”, “Análise tecnológica para cana-de-açúcar”, entre outros assuntos.
Marcos Omir Marques, professor da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias da Unesp, foi um dos palestrantes. Incumbido de falar sobre novas tecnologias, o docente indicou que o setor sucroenergético passa por um período de transformação na área industrial. “Precisamos produzir uma cana-de-açúcar que vá ao encontro dos interesses da indústria. Antigamente, era o contrário, os equipamentos se adequavam a matéria-prima. Mas hoje, para se ter uma ideia, existem canas sendo desenvolvidas pelos programas de melhoramento para a produção de etanol celulósico. É uma cana com baixo teor de açúcar e alto teor de fibra, tornando-se uma grande produtora de biomassa”, explicou.
Marques explicou detalhes das variáveis tecnológicas existentes, já que, segundo ele, a maioria das pessoas conhecem estes pontos, mas não sabem como utilizá-los de maneira correta.
Contudo, um dos pontos de destaque de sua palestra foi a possibilidade de um novo mercado para o setor sucronergético. Isso porque, além de etanol, açúcar e energia, a matéria-prima conta com outros potenciais ainda pouco explorados. “Existem estudos avançados que resultam na produção de produtos farmacêuticos a partir da cana-de-açúcar. É necessário tempo e adaptação, já que estamos falando de uma nova vertente, que foge dos métodos convencionais utilizados na produção de açúcar e álcool. São necessários investimentos”, afirmou.
Como exemplo, Marques lembra que em Cuba este processo já é desenvolvido. “Lá, a cera da cana, que reveste os tecidos, tem utilidade na produção de medicamentos no combate ao câncer. Vejo que vamos evoluir para esse lado também”, finalizou.


Fonte: André Ricci do JornalCana