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Fatia do etanol no consumo de combustíveis cresce de 17% para 22%

A utilização do etanol, que havia sido parcialmente esquecida por parte dos consumidores, está voltando com força neste início de ano.
 
Em 2013, a participação do etanol hidratado no consumo de combustíveis do ciclo Otto (gasolina e etanol hidratado) no país era de 16,5%. No primeiro bimestre deste ano, a participação do álcool hidratado subiu para 20,4%.
 
Fevereiro mostrou uma evolução ainda maior, com a participação do hidratado aumentando para 22,2%, conforme dados da ANP.
 
Cinco Estados são responsáveis pela aceleração: São Paulo, Paraná, Goiás, Mato Grosso e Minas Gerais. Esses Estados consumiram 85% do total de etanol hidratado comercializado no país.
 
A esperança dos produtores é que, com o peso maior da tributação da gasolina e a redução da do etanol, o consumo de álcool suba ainda mais nos próximos meses.
 
A mudança tributária de Minas Gerais, por exemplo, vai começar a dar resultados a partir do próximo mês. A participação do etanol hidratado no total de combustíveis consumidos no Estado, que está em 14% pode atingir 20%. Se isso ocorrer, o consumo de álcool subiria para 150 milhões de litros por mês --83 milhões a mais. O Estado passaria a consumir 1 bilhão a mais de litros por ano.
 
O aumento do consumo de etanol se deve não só às políticas estaduais de alteração de alíquotas mas também à alta do preço da gasolina.
 
A recomposição dos preços da gasolina --que teve aumento de R$ 0,22 por litro com a volta da Cide (tributo sobre combustíveis)-- deu mais fôlego para o produtor de etanol e levou os consumidores para o álcool.
 
A Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar), que desenvolveu uma ação publicitária em 2014 para elevar o consumo, acredita que essa participação do etanol no consumo dos combustíveis possa aumentar ainda mais com novas políticas tributárias em outros Estados.
 
Os que adotam essa diferenciação de tributação a favor do etanol, como São Paulo, tiveram intensa elevação da participação do etanol no consumo de combustíveis.
 
No mercado paulista, a participação subiu de 33%, no segundo trimestre de 2014, para 41% em fevereiro.
Fonte: Folha de S. Paulo via Udop