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Iea analisa os custos de produção de cana-de-açúcar no Estado de São Paulo

O produtor deve estar atento à maneira pela qual está produzindo, avaliar periodicamente o impacto das operações, uso de máquinas e implementos e insumos utilizados para que tenha controle da produção e de seus resultados. Para tanto, é necessário que enxergue a propriedade rural como uma empresa de fato. "Ao colocar na ponta do lápis seu custo, o produtor tem condições de visualizar onde pode reduzi-lo, avaliar o que está dando resultado ou não, corrigir falhas, evitar problemas, planejar e investir cada vez mais em sua empresa. Além de ser um instrumento de tomada de decisão sobre a produção", afirmam as pesquisadoras Katia Nachiluk e Marli Dias Mascarenhas de Oliveira, do Instituto de Economia Agrícola - Iea/Apta da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.
A cana-de-açúcar, principal produto da agropecuária paulista, apresentou participação de 45,9% no valor da produção agropecuária e florestal total do Estado em 2012. De acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento - Mapa, o estado foi responsável 56,04% da produção nacional. Nesse contexto, a realização de pesquisas voltadas a esse produto assume papel importante na gestão do agronegócio paulista.
Desde 2008, as pesquisadoras vem realizando a atualização dos sistemas de produção e a estimava de custo de produção de cana-de-açúcar nas principais regiões do Estado de São Paulo resultado da parceria entre a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo e a Orplana (Organização dos Plantadores de Cana da Região Centro Sul do Brasil). Os resultados desta parceria são apresentados no artigo "Cana de Açúcar: custos nos diferentes sistemas de produção nas regiões do Estado de São Paulo", publicado na revista Informações Econômicas.
De acordo com Nachiluk e Oliveira, a análise das informações obtidas na pesquisa permitiu atualizar a caracterização dos diferentes sistemas de produção de cana-de-açúcar nas sete regiões estudadas: Piracicaba (Piracicaba e Capivari); Ribeirão Preto (Sertãozinho); Catanduva (Monte Aprazível), Assis (Assis); Jaú (Jaú e Lençóis Paulista); Araçatuba (Valparaíso e Andradina) e Araraquara (Araraquara), registrando as adaptações ocorridas nos sistemas de produção decorrentes da mecanização da cultura.
O estudo evidenciou que "existem muitas diferenças entre as regiões, no que diz respeito à maneira em que as operações de mecanização são realizadas, observando de um modo geral, forte tendência e mobilização entre os fornecedores independentes para se adequarem às normas e regras ambientais e trabalhistas", destacam as pesquisadoras. Existe, também, uma preocupação em relação à elevação dos níveis de produtividade dos canaviais, que sabidamente dependem da melhoria na gestão dos estabelecimentos agrícolas e dos sistemas de produção da cana-de-açúcar.

Fonte: Udop