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Mercado mais favorável ao etanol

Mercado mais favorável ao etanol

Os produtores de açúcar e etanol do Centro-Sul apostam as fichas no aumento do consumo doméstico do biocombustível para dar vazão à grande oferta decana disponível para processamento nesta safra 2013/14. Traders estimam que o potencial de avanço da demanda interna de etanol na região supera 30%. Se confirmadas as projeções, o volume médio mensal subiria para cerca de 1,2 bilhão de litros.

Até o fim da safra, esse cenário poderá gerar um consumo acumulado adicional de cerca de 2 bilhões de litros de etanol hidratado, elevando a demanda interna total pelo produto a 13,5 bilhões de litros em 2013/14. "Nos dois primeiros meses da safra, abril e maio, ainda não houve reação. Nossas projeções consideram uma mudança nos volumes mensais a partir de junho", diz Martinho Seiiti Ono, presidente da SCA Trading.

A aposta do segmento é que o motorista da região Centro-Sul - onde há mais Estados nos quais o etanol tem maior viabilidade econômica em relação à gasolina - perceberá no bolso essa vantagem. No município de São Paulo, a maioria dos postos vendeu etanol a preços mais atrativos do que a gasolina na semana encerrada em 8 de junho. Além da capital - onde, na média, o preço do etanol equivaleu a 65,5% do preço da gasolina -, a vantagem se estendeu por todo o Estado. Quadro semelhante foi verificado em Goiás e em Mato Grosso.

Cada veículo flex do Estado de São Paulo consumiu, em 2009 em torno de 220 litros de etanol. Na época, os preços do biocombustível estavam baixos e a paridade com a gasolina alcançava 56%, bem abaixo de 70%, nível considerado limite para preservar sua competitividade em relação ao rival fóssil. Nos anos seguintes, problemas climáticos afetaram a produção de cana e a oferta de etanol. Os preços começaram a subir e desestimularam a demanda, de forma que, em 2012, cada veículo consumiu 82 litros de etanol no mercado paulista, conforme dados da SCA Trading. Nos 12 meses da safra 2013/14, o potencial, segundo Ono, é que o consumo atinja 110 litros.

Mas, para isso, será preciso que toda a queda dos preços do etanol na usina e toda a isenção tributária concedida à cadeia do biocombustível - R$ 0,048 por litro na usina e R$ 0,072 na distribuidora - sejam repassados aos consumidores. Na semana encerrada em 8 de junho, o preço do etanol na cidade de São Paulo ficou, em média, em R$ 1,769, ante os R$ 2,702 da gasolina. O potencial, segundo o presidente da SCA Trading, é que o preço médio do litro do etanol recue nos postos da cidade de São Paulo para R$ 1,70 o litro e o da gasolina fique em até R$ 2,70, o que deixaria a relação em 63%.
    

Fonte: Fabiana Batista do Valor Econômico via Agência UDOP de Notícias