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Presente e futuro do açúcar e etanol brasileiro são discutidos em Londres

O 2nd Sugar & Ethanol Summit – Brazil Day foi realizado no dia 5 de Julho no IOD - Institute of Directors, em Londres, e mais uma vez reuniu especialistas, líderes empresariais e autoridades do Governo para discussões de alto nível sobre as perspectivas e os desafios do setor de açúcar e etanol no Brasil.
Organizado em conjunto pela DATAGRO e o Ministério das Relações Exteriores, através da REBRASLON (Representação Permanente do Brasil junto aos Organismos Internacionais sediados em Londres), o evento contou com 176 participantes de 22 países.
Participaram como palestrantes o Embaixador Marcos Vinicius Pinta Gama, Chefe da Rebraslon, o Dr. Peter Baron, diretor executivo do ISO, o Dr. Leonardo Bichara Rocha, economista senior da ISO, o Dr. Plinio Nastari, presidente da DATAGRO, o Sr. Flavio Castelar, diretor executivo do APLA, a Dra. Elizabeth Farina, presidente da UNICA, o Sr. Luís Roberto Pogetti, presidente do Conselho Diretor da COPERSUCAR, o Sr. Hans van Steen, Chefe da Unidade de Renováveis e Política Comum, da Comissão Européia (CE), a Sra. Geraldine Kutas, Assessora Senior para Assuntos Internacionais da UNICA, o Dr. José Gerardo Fontelles, Secretário Executivo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), o Sr. Júlio César Maciel Ramundo, Diretor Geral do BNDES, o Sr. André Rocha, Presidente do Sindicato da Indústria de Fabricação do Açúcar e Etanol do Estado de Goiás (SIFAEG), o Sr. Jeremy Austin, Managing Director da SUCDEN do Brasil S/A, a Sra. Maria do Carmo Ferrante, Chefe do Setor de Açúcar do Banco RABOBANK Brasil International S/A, e Alexandre Figliolino, Diretor do Banco ITAÚ-BBA S/A. Participaram como delegados, representantes do mercado financeiro de Londres e outras capitais européias, de governo, investidores, tradings, especialistas nas áreas do açúcar e de energia, e representantes de institutos de pesquisa e universidades.
Durante o evento foi constatado que, embora o mercado mundial de açúcar esteja passando pelo terceiro ano consecutivo de excedentes, a demanda continua crescendo rapidamente, devendo passar, até 2020, dos atuais 166 para 201 milhões de tons de açúcar, e de 95 para 167 bilhões de litros de etanol. O crescimento na demanda do açúcar deverá ocorrer principalmente nos países da Ásia, e o do etanol principalmente nos EUA e no Brasil. Na Europa, há discussões em curso sobre o impacto do uso indireto da terra e a capacidade de substituir gases do efeito estufa por biocombustíveis produzidos de diferentes fontes de biomassa. Também na Europa a demanda por etanol deverá expandir consideravelmente a fim de atender os objetivos definidos pela Comissão e Parlamento Europeus. Embora uma parte do setor sucroenergético ainda esteja apresentando um nível razoável de endividamento, ações positivas do Governo como a retomada da mistura padrão de 25% de anidro na gasolina, e linhas de crédito para renovação de canaviais e investimentos em mecanização, inovação e novas tecnologias, permitiram uma rápida recuperação da produção no Brasil.
Apesar dos atuais baixos preços internacionais do açúcar e da política de preços da gasolina, que vem mantendo artificialmente baixo o preço da gasolina nas bombas, a indústria não parou de investir pesadamente na renovação de canaviais, utilizando variedades mais modernas e produtivas, na mecanização do plantio e colheita, em logística de transporte e na infraestrutura portuária e dutoviária. Ficou demonstrado o enorme estoque de produtividade ainda a ser implementado, que possibilitará ao setor passar dos atuais 7 mil para até 35 mil litros de etanol por hectare, trazendo ao longo dos próximos anos aumentos significativos de competitividade e remuneração para o setor.
As exportações de açúcar e etanol e o valor da gasolina importada substituída pelo etanol permitiram um impacto positivo de 26,5 bilhões de dólares na balança comercial brasileira em 2012, e de 12,1 bilhões de dólares apenas nos primeiros 6 meses de 2013. A economia de divisas com substituição de gasolina pelo etanol desde 1975 monta a 279,6 bilhões de dólares, o que equivale a 75% das atuais reservas de divisas do País.
Embora o Brasil esteja gastando R$ 1,7 por litro de gasolina importada (US$ 0,797/litro em 2012, e US$ 0,751/litro em 2013), o etanol é atualmente vendido no Brasil a R$ 1,32 por litro de etanol anidro e R$ 1,12 por litro de etanol hidratado. A internalização nos preços das vantagens ambientais e de promoção de desenvolvimento econômico descentralizado e sustentado do etanol devem fazer com que o produto se valorize no futuro.
Caso os preços internos e externos reflitam o cenário de excesso de demanda projetado para o futuro, o setor poderá voltar a expandir novamente sua capacidade de moagem, para continuar atendendo o desafio de suprir a demanda mundial crescente por açúcar e etanol.
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