Apla-Produção sucroenergética brasileira dobrou em 15 anos
Logotipo Apla Sugarcane
EN ES PT

Produção sucroenergética brasileira dobrou em 15 anos

 

 

É inegável que o Brasil teve avanços significativos em vários setores nos últimos 15 anos, experimentando um ciclo de crescimento econômico representativo.
 
Lamentavelmente, esse ciclo não se tornou sustentável devido à eclosão da crise financeira internacional em 2008 e aos equívocos da política econômica nos últimos governos.
 
O cenário internacional favorável, estimulado pelo boom da economia chinesa a partir da década passada, permitiu ao Brasil sair de um déficit na balança comercial de US$ 0,7 bilhão em 2000 para um superávit superior a US$ 46 bilhões em 2006.
 
Infelizmente, retornamos a um déficit de US$ 3,9 bilhões no ano passado. É necessário registrar o efeito positivo da inclusão de 30 milhões de brasileiros no mercado consumidor.
 
Mas não se pode acreditar no longo prazo desse benefício diante do quadro recessivo na economia, do crescimento do endividamento das famílias e da perda de perspectiva de crescimento, inclusive da indústria e do emprego.
 
No curto prazo, dada a instabilidade política do novo governo e o desapontamento geral com o desempenho econômico, o ambiente é desfavorável.
 
Temos que nutrir esperanças de que o esforço de ajuste fiscal dê certo.
 
Nesse caso, é possível que a partir de 2016 a economia entre em um período de recuperação, com a atração de novos investimentos.
 
Além disso, o setor exportador, como o nosso, se beneficia da desvalorização cambial.
 
O setor de açúcar e etanol teve uma trajetória muito parecida com a da economia brasileira: um salto vigoroso até a crise internacional de 2008, e o enfrentamento de grandes dificuldades desde então, agravadas pela política energética hostil ao biocombustível.
 
Mesmo assim, a produção sucroenergética brasileira praticamente dobrou nos últimos 15 anos, assim como as exportações de açúcar, beneficiadas pela abertura de novos mercados internacionais, com a nova ordem global pós-URSS e o crescimento das populações urbanas de diversos países da África e da Ásia.
 
O etanol também viveu seu período áureo como biocombustível limpo e renovável. Mas, infelizmente, por falta de políticas públicas, o Brasil não soube aproveitar a grande oportunidade de se firmar como o maior produtor mundial de biocombustível.
 
Para a Copersucar, os últimos 15 anos foram decisivos em termos estratégicos.
 
O nosso modelo de negócios concentrou-se na comercialização em larga escala, com a saída do mercado de varejo.
 
Passamos a atuar como uma trading integrada à produção, focada nos clientes industriais no Brasil e nas grandes refinarias mundiais.
 
Expandimos nossa capacidade logística. Há motivos para manter otimismo, apesar dos desafios que vêm sendo enfrentados nesse setor.
 
O mercado de açúcar, mesmo com o prolongado ciclo de preços em baixa, apresenta um crescimento global contínuo, que manterá a atratividade da indústria, especialmente no Brasil, o país em melhor posição para expandir a produção.
 
Acreditamos também na reabilitação da competitividade do etanol.
 
Não tenho dúvidas que o papel da Copersucar será preponderante nos mercados globais de açúcar e etanol nos próximos 15 anos, tanto como trading global quanto como protagonista dos principais movimentos estratégicos. 
 
Fonte: Valor Econômico via Portal Cana Online.