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Raízen lança usina para produzir etanol com palha de cana

A Raízen lançará o projeto de sua primeira unidade de produção de etanol celulósico — feito da fibra da cana-de-açúcar —, em Piracicaba, quinta-feira (28/11) das 11h às 13h, na Unidade Costa Pinto, no km 175 da SP-308 (rodovia Hermínio Petrin). A unidade será construída com R$ 207,7 milhões financiados pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para produção de etanol de segunda geração. Durante o evento serão informados detalhes do projeto, como tamanho da planta, volume total de recursos e geração de empregos.

A empresa é líder em energia renovável no Brasil e tem o primeiro player integrado do setor sucroenergético. Isso quer dizer que a companhia tem atuação em todas as etapas do processo: cultivo da cana, produção de açúcar e etanol, comercialização, logística interna e de exportação, distribuição e varejo.

O vice-presidente executivo de Etanol, Açúcar e Bioenergia, Pedro Mizutani, o diretor de Bioenergia e Tecnologia, José Alberto Abreu, e o diretor de Projetos, Rodrigo Pacheco, apresentarão o trabalho e, em seguida, acompanharão os presentes em uma visita no local onde será construída a fábrica do biocombustível. Segundo a Unica (União da Indústria de Cana- de-Açúcar), a unidade deve começar a operar no final de 2014 com capacidade para produzir 40 milhões de litros de etanol de segunda geração por ano a partir do bagaço e da palha da cana.

O BNDES já aprovou o financiamento para a construção da unidade de produção de etanol a partir da biomassa da cana-de-açúcar. Segundo informações apuradas pelo banco, o empreendimento será realizado em dois anos. Os recursos serão desembolsados por meio do BNDES PSI Projetos Transformadores e da linha Investimentos Sociais. Os empreendimentos apoiados são aqueles com elevada capacidade tecnológica e produtiva em setores de alta intensidade de conhecimento e engenharia.

 

EXPERIMENTAL — As tecnologias para a produção do etanol de segunda geração saem da fase experimental e caminham para a produção em escala comercial. A parceria anunciada entre a Novozymes e a Raízen para o fornecimento da tecnologia de enzimas utilizadas na conversão de materiais celulósicos em açúcares, uma das principais etapas do processo, é um passo nessa direção, avaliou o consultor de Tecnologia e Emissões da Unica, Alfred Szwarc.Esse tipo de etanol é apontado pelos especialistas como alternativa para ampliar a produção do álcool no Brasil, sem necessidade de investir no aumento da área e de matéria-prima, por conta do aproveitamento de resíduos como, por exemplo, a palha e o bagaço da cana.

 

Fonte: Claudete Campos do Jornal de Piracicaba