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Raízen projeta moer até 60 milhões de toneladas de cana em 2015/16

Raízen Energia, joint venture entre Shell e Cosan, planeja moer entre 57 milhões e 60 milhões de toneladas de cana-de-açúcar no ano-safra 2015/16, que se inicia oficialmente em 1º de abril. A empresa ainda não tem os números fechados de 2014/15, cuja meta é de 57 milhões a 58 milhões de toneladas. Os dados foram apresentados nesta quinta-feira, (19/3), por executivos da Cosan durante teleconferência.

Com relação à comercialização de açúcar, a companhia tem como projeção um volume entre 4,2 milhões e 4,4 milhões de toneladas em comparação com 4,1 milhões e 4,3 milhões de toneladas em 2014/15. Já a meta para vendas de etanol permanece a mesma, de 1,9 bilhão a 2,1 bilhões de litros. Quanto à venda de energia elétrica, produzida via cogeração, a Raízen espera algo entre 2,1 milhões e 2,3 milhões de Mwh, na comparação com um intervalo de 1,95 milhão e 2,15 milhões de Mwh na atual temporada.

Em termos financeiros, a Raízen pretende investir menos na próxima temporada. O capex está previsto entre R$ 1,6 bilhão e R$ 1,8 bilhão, abaixo da meta de R$ 2 bilhões a R$ 2,2 bilhões de 2014/15. O valor desta temporada inclui uma aquisição, segundo os executivos, que não detalharam o assunto. No caso do Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), a meta é de R$ 2,6 bilhões a R$ 2,8 bilhões. Os executivos também informaram a projeção para a receita líquida pro forma de todo o Grupo Cosan, que deve ficar entre R$ 42 bilhões e R$ 45 bilhões no ano que vai de janeiro a dezembro de 2015, acima dos R$ 39 bilhões de 2014.

O Ebitda pro forma deve passar de R$ 3,7 bilhões no ano passado para algo entre R$ 4 bilhões e R$ 4,3 bilhões. Os executivos informaram também que a ideia da Cosan manter toda sua dívida em moeda estrangeira com hedge (proteção) em reais. No fim de 2014, a dívida líquida da companhia atingia R$ 11,3 bilhões, crescimento de 4,9% entre o terceiro e o quarto trimestres do ano passado. A alavancagem, por sua vez, alcançava 2,5 vezes.

Além disso, os executivos disseram que a redução da participação do etanol no mix de produção da Raízen em 2015/16 não significa necessariamente que a companhia prevê pouca atratividade para o biocombustível. Conforme os representantes, a empresa tem capacidade de ganhar dinheiro produzindo e comprando etanol de terceiros, sendo que isso faz parte de uma "estratégia industrial competitiva".

 

Fonte: Estadão Conteúdo via Udop